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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Em qualquer lugar surge...








Depois de um ano, não posso simplesmente chegar e perguntar :
- Porque você não me odeia ?


No começo ele era legal.Falava que ia comprar birita, as vezes me defendia em circunstâncias bobas(talvez pra fazer amizade, eu não sei) e falava que me achava engraçado-Eu considero isso um elogio.
Mas depois ele ficou estranho...
Depois eu descobrir por outros(um colega meu que na época eu achava que era amigo) que ele era homofóbico. Como assim ??!


Fiquei muito perturbado com essa história e fiz mil coisas em pensamentos...
Falei(Na verdade eu pensei) que ia sair do grupo,deixar de ser amigos, que não ia dar mais certo, que estavam curtindo som extremo demais, que estava From Hell demais, a outra mó paga-pau do próprio namorado, eu ensaiava no espelho 10 vezes por dia, que eu ia sair do grupo...Mas não foi nada disso que aconteceu.
Conversamos muito sim,brigamos muito até-Não por isso, por outras coisas também.


Mas aí depois, eu comecei a pensar que ele me odiava, que só estava esperando uma oportunidade pra me bater, e que estava me ignorando por que sou viado.
O mais difícil, foi perder meu mundo.
O mundo era só meu sabe, o mundo DELAS era só meu.Eu podia o que eu quisesse.Agora não tem mais isso.
Um pouco no começo, o medo começou a tomar conta de mim.
Também falei mal dele.
E daí ? Ia adiantar alguma coisa ? Não ia!


Bom, muitos meses se passaram, e a ficha ainda não tinha caido.
Depois vacilei de novo, e dessa vez foi bem feio.
-O namorado da outra ? Como assim ?


Sim, na frente de todo mundo.
Mas depois teve a repreensão.
Triste.Amarga e Pesada como ela é.
Sim, definitivamente naquele momento, eu me sentia um fracasso total.


Uma vez, antes de tomar um chá, eu tive uma conversa.
Pedir desculpas,conversei, e ele me deu conselhos e depois deixamos isso pra lá.
Depois, foi a vez do outro.
Eu já estava doidão, era natal.
Não queria conversar naquele estado, mas foi.

Fora do meu  perfeccionismo
Fora das minhas mãos.
Era dele.A jogada da vez naquela hora, era somente dele.
Conversamos.Fora do meu padrão de conversa, pois só tinha gírias,muitas gírias, e eu automaticamente costumo ser muito solene.
Acho que ele só sabia se expressar daquela forma, pois ele é muito fechado.Mas eu entendi o Que  daquilo tudo ali.Tinha captado a mensagem.
E depois ele trocou de assunto, como se passava de musica num player, e não falamos mais nada sobre aquele assunto.
Acho que esse é o jeito dele de dizer que as coisas estão bem, que podemos conversar.
Depois fomos pra uma lojinha comprar algo que me não me lembro, e de troco ele comprou uma drops de bala que francamente era horrível.

Mas ele virou pra mim e disse:
-Ela gosta.-Disse isso pra mim sorrindo, como se estivesse ganhando algo dos seus sonhos.
A partir daí eu entendi tudo.
Alguns trechos de vida se passaram nos meus olhos durante um segundo.
Agora tinha me caido a ficha.
Desde o momento que eu vi ele pela primeira vez, até aquele exato momento.
Isso é lindo!-Foi o que pensei na hora.
Eu tinha descoberto amor, onde eu achava que não existia!
Sentir vontade de chorar.Novidade!
Eu me emociono muito fácil e por diversas coisas ao mesmo tempo.Daí não consigo aguentar e choro.E como eu detesto chorar! Acho tão patético!Principalmente na frente dos outros, esse é um dos meus medos.
Mas tem que chorar né ? Fazer o que!
Não tem outro jeito da mágoa sair.

Ah! Mas naquele momento eu não chorei não!
Acho que posso guardar mais um pouquinho até mais pra frente.
Até tudo virar uma avalanche e eu explodi!Como sempre também!Fazer o que, eu sou assim.

E depois daquele natal, passamos bem até o ano novo.
Até agora estamos bem.

E Você quer que eu ainda chegue pra ele e pergunte:
-Porque você não me odeia mesmo ?

Ah, mas eu nem quero.Não quero que ele me odeie.
Eu quero que ninguém me odeie...
                                                          Essa é a minha ilusão.





quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Primeiro contato com a morte e Sentimentos X Ciência.

Qual é o nosso primeiro contato com a morte ?
É incrivel como certas coisas combinam direitinho com outras.

Temos um coração que bombeia, que faz correr o sangue pelo corpo e acima de tudo nos faz VIVER.
Cardio = Coração.
Ataque cardíaco então é ataque do coração.
Problema científico.
Mas e os sentimentos ? Os problemas que temos com os sentimentos, são científicos ?
Quando o nosso coração bate muito forte, nos faz tremer, o peito parece explodir e nossos olhos se encharcam, quer dizer que há algo errado.
- Sinto muito, ele não resistiu - diz o doutor.
Infelizmente não tem como mais.
Acabou.
Ainda não existe remédio para a angústia, o desespero, a desilusão e principalmente a saudade.
Saudade.
Saudade de alguém que gostamos e se vai.
Aquele momentinho único, que fechamos os olhos bem forte, perdemos as nossas forças e desejamos bem la no fundo, que queriamos estar bem longe dali, ou simplesmente voltar ao passado.
Quando a gente ama alguem, nosso coração bate mais rápido do que o normal.
Mas isso não é científico. Isso é sentimental, é o AMOR.
O que será que faz uma coisa tão próxima da outra, ser algo totalmente diferente ?
Científico X Sentimental.
Se os dois andassem na mesma linha, já existiria o remédio pra tal da angústia.